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Copie o Look: Atitude Pitty

Olá menines, tudo bem? Hoje é dia de copiar looks por aqui, e hoje é dia da nossa rainha feminista, milituda, gatíssima e diva rock and roll, nossa musa Pitty ! Imagens: Reprodução Instagram @looksdapitty Eu particularmente gosto do estilo da Pitty porque ela se veste de uma forma ousada, sempre procurando sair do óbvio, investe nas cores, estampas e modelagens diferentes, e a personalidade dela sempre está muito explícita na forma de se vestir. Além disso, ela veste marcas e lojas populares também, se você passar pelo Instagram @looksdapitty vai ver que tem Renner, Vizzano, Beira Rio, ou seja, amores, gente como a gente, né! O primeiro look tem uma pegada bem casual e ao mesmo tempo bem rocker, e super fácil de compor: shorts jeans básico, t-shirt estampada e sandália rasteira. Esse look é muito a minha cara: une conforto, atitude e praticidade e tem duas peças que eu nunca paro de usar, que são shorts jeans e camiseta, e pra mim, camiseta quanto maior, melhor, tant

MODA É ARTE: Como A Moda Traduz O Mundo Através das Roupas?

 Olá menines, tudo bem? No post de hoje eu quero falar sobre como a moda é INCRÍVEL! E não, não vamos ver looks e nem tendências, e apesar de falar um pouco sobre o São Paulo Fashion Week, eu quero trazer o seu olhar para a expressividade da moda, muito além de ser uma vestimenta. A moda é arte, e traduz um retrato das gerações, das relações humanas, da sociedade e do mundo.

As marcas Meninos Rei e Mão de Mãe, que se apresentaram no São Paulo Fashion Week 51° Edição

Antes de prosseguir, eu gostaria de explicar um pouquinho sobre algo que sempre me perguntam (especialmente minha avó): 

"porque nos desfiles nós vemos roupas tão diferentes e extravagantes? As pessoas usam essas roupas mesmo?"

Bem, vamos lá: podemos dividir a moda em dois segmentos principais (vai muito além disso, mas para simplificar vamos falar somente desses dois agora): o fashion e o comercial, que são inclusive, as segmentações dentro da profissão de modelo que mais trabalham. O que podemos chamar de fashion é tudo o que vemos nas passarelas das principais semanas de moda, que trazem as criações mais extravagantes, elaboradas - e incríveis - que a gente vê. Essa moda é conceitual, ou seja, ela pode sim ser usada no street style, mas não é tão comum, e é dela que vem as principais tendências, que por sua vez, são adaptadas pela moda comercial. Então o que é a moda comercial? Como o próprio nome já diz, a moda que vai para o comércio! As tendências de moda que você encontra prontas para compra, em grande escala, adaptadas para o dia-a-dia, e principalmente, para um maior número de usuários. 

Agora voltando às marcas e criações incríveis do São Paulo Fashion Week    : como a moda consegue fazer esse trabalho de traduzir sentimentos, gerações, pensamentos, protestos, inclusão, e tantos outros fatores tão importantes através da costura? Como uma roupa consegue falar por si só e nos dizer tanto? Para ficar mais fácil, eu trouxe aqui um pouquinho das marcas Meninos Rei, Santa ResistênciaAteliê Mão de Mãe, e o projeto Sou de Algodão.

Ateliê Mão de Mãe


Fotos da Coleção da marca Ateliê Mão de Mãe. Reprodução Instagram @ateliemaodemae

O Ateliê Mão de Mãe trouxe uma coleção incrível chamada Ressignificação, que nos mostra a arte do manual de uma forma sutil, em perfeita harmonia entre o artesanal e a sofisticação. 

"Nossas peças trazem detalhes como búzios e palha da costa, como alusão aos orixás. A paleta de cores remete a luz solar, porém, mais sóbria, traduzidas em peças atemporais, sofisticadas e cheias de personalidade. Coleção Ressignificação te convida a voltar as origens de um povo milenar."

Mais do que uma coleção, o Ateliê Mão de Mãe encanta por todo o significado cultural e por toda a resistência que suas criações representam. Trazendo o olhar para a beleza do simples, a marca nos lembra das raízes de toda a nossa história, e de um povo que por tanto tempo teve sua existência apagada.

Santa Resistência

Editorial Santa Resistência. Foto Instagram @santaresistencia

A marca Santa Resistência também traz a forca da ancestralidade na sua coleção. Inspirada na princesa Elizabeth de toro, princesa de Uganda. A coleção traz cores fortes e sofisticadas em estampas étnicas, em uma imersão na cultura afrodescendente. A marca se define como slow fashion, criativa e atemporal, democrática e ancestral. 

Sou de Algodão


Um pouco da coleção do movimento Sou de Algodão. Reprodução Instagram @soudealgodão

O movimento Sou de Algodão, que trabalha em parceria com outras marcas, também fez parte do SPFW51, mas estou trazendo aqui uma coleção que está sendo divulgada no Instagram, que está sensacional: a representatividade da comunidade LGBTQIA+ em modelagens que misturam elementos de alfaiataria e casual, feminino e masculino, mostrando que a roupa está aí para quem quiser vestir! Além disso, modelos trans trabalharam no editorial, abrindo mais espaço para a comunidade no meio fashion, como se dissesse claramente: o espaço é de TODES! Eu simplesmente amei!

Meninos Rei

Coleção da marca baiana Meninos Rei. Fotos Instagram @meninosrei

Não teria como eu trazer para vocês um assunto de expressividade e comunicação na moda, sem falar da marca Meninos Rei! A Meninos Rei ganhou destaque em jornais, revistas e muitas páginas nas redes sociais, o que é mais do que merecido. Com uma coleção de tirar o fôlego, a representatividade da comunidade negra, a luta pelo respeito às religiões afro, e claro, pelo fim da intolerância religiosa, a história de resistência da nossa comunidade, a força do negro na sociedade, e a beleza da ancestralidade, tudo isso é traduzido em cores, modelagens, composições que fazem uma coleção sensacional. Além disso, a marca também deixa claro sua posição na liberdade da moda sem gênero, quando traz peças típicas do guarda-roupas feminino para modelos masculinos.

A moda está mudando. E essas mudanças são acima de tudo necessárias: as modelos precisam ter corpos diferentes, nós queremos ver mais negros nas passarelas, nós precisamos de medidas mais realistas, de mais representatividade. Nós precisamos de mais consciência, de mais respeito com o planeta, com os animais. E precisamos de marcas que saibam disso e coloquem a mão na massa, de marcas que dêem a cara a tapas para provar que a moda pode ser boa para todos. E é com toda essa atitude, essa expressividade, que essas marcas nos mostram como a moda traduz o mundo.

Agora me conta aqui nos comentários: como você vê a moda? O que é moda para você? Como você SENTE a presença dessas marcas?
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