Pular para o conteúdo principal

DESTAQUE:

Setembro Amarelo é mais do que uma campanha

 Oi oi pessoas, como vocês estão? Essa semana é a minha estreia aqui no blog e vou conversar com vocês sobre saúde mental, bem-estar e autoconhecimento. E já que estamos no mês de Setembro acredito que é importante falarmos do Setembro Amarelo. Você já ouviu algo sobre isso?  Como começou a campanha Setembro Amarelo? Em 1994, um jovem americano de 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Comovidos com a situação, seus amigos e familiares distribuíram no seu funeral cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem passando o mesmo desespero de Mike, e a mensagem foi espalhada mundo afora e chegou no Brasil.  Aqui no Brasil a campanha Setembro Amarelo foi criada a fim de informar a população e prevenir o suicídio. Afinal de contas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida em algum lugar do planeta, e o suicídio é a segunda principal causa de morte em jovens com idades en

Pela Liberdade Dos Nossos Corpos

Quem foi que disse que a mulher gorda não pode mostrar a barriga? Quem foi que disse que a mulher de 80 anos de idade não pode usar uma minissaia? Quem foi que disse que baixinha não pode usar saia longa ou que mulher com mais de 1,70 de altura não fica bem de salto? E quem foi que disse que tem o look certo para a mulher de 50? Ninguém disse, não existe o look certo, não existe não pode, PODE!

Esses paradigmas mais que ultrapassados foram impostos na intolerância, no aprisionamento causado pelos padrões de beleza, que se aproveitaram da distração de mulheres submersas em uma sociedade culturalmente machista, que por décadas idealizou o nosso corpo como objeto de desejo ignorando o seu real sentido: o de viver. E assim, com olhos acusadores e vozes cruéis de pensamentos distorcidos, a nossa liberdade vai sendo tirada de maneira implícita em prol de características tão superficiais que fazem a nossa aparência física. E tudo isso porquê? Tudo isso por quem?

As pessoas são muito mais do que o peso que a balança mostra, são muito mais do que a idade, do que a altura, são muito mais do que a forma do corpo, dos cabelos. Tudo isso é só a nossa "capa", é só o que nos cobre, mas por baixo tem muito mais. Por baixo da pele tem pessoas com histórias, com sentimentos, com sonhos e medos, com amores, com defeitos, inseguranças, com gostos e preferências, com lições para ensinar. É muito injusto se esquecer de tudo isso e olhar para as pessoas como se o superficial fosse capaz de descrever toda a trajetória de alguém. Então é muito injusto submeter as mulheres ao sentimento de que nada disso importa mais do que as gordurinhas que ficam à mostra na barriga ou as linhas de expressão no rosto de quem já tem tanto a ensinar. 

Pela Liberdade Dos Nossos Corpos


Padrões de beleza não deveriam existir: é subjetivo. Não existe regra para o que é bonito, não existe a lei da beleza, não existe unanimidade porque a beleza está mais em quem vê e acha bonito do que no "quê" se acha bonito. Então, respeitemos a liberdade dos nossos corpos. A liberdade não é só ir e vir, a liberdade está em ser, principalmente em SER. Em ser feliz da forma como cada pessoa quer ser feliz. E você pode até achar feio, você tem sim esse direito, mas não tem o direito de colocar o seu gosto pessoal acima do bem estar de alguém. Então policie-se. Não se deixe levar por olhares de estranheza, por piadas de mal gosto, por pensamentos antigos. 

E se você não se sente bem com a sua aparência, se pergunte por quê. O que faz você não se sentir bem? Quem fez? Muitas vezes deixamos esses padrões ganharem muito espaço na nossa auto-estima, mas a libertação é renascimento. Então liberte-se: use a roupa que quiser, não importa o seu peso, use o salto que quiser, não importa a altura, use a saia que quiser, não importa a idade. Use o que quiser porque eles vão te criticar de qualquer forma, então ao menos seja feliz como você quer.

Comentários