quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sons Of Anarchy - Série

Já faz tempo que não falo sobre filmes por aqui, mas a dica de hoje vale por 10! Antes eu também dizia "não gosto de assistir séries, não consigo acompanhar" mas Sons Of Anarchy se tornou mais que uma série e acompanhar a história desses vilões-bandidos-mocinhos passou a ser um vício.

Charlie Hunnam, o nosso querido Jax Teller

Kurt Sutter, criador e diretor da série, intérprete de Otto
A série é FANTÁSTICA! O enredo é SENSACIONAL! Envolvente do início ao fim, você se sente no universo dos personagens e é como se fosse íntimo deles. Escrita por Kurt Sutter, diretor e roteirista americano, fã de Shakespeare (está explicado o talento e a criatividade). Kurt mora em Nova Jersey e é casado com Katey Sagal, atriz que interpreta a megera-maluca-mãezona Gemma, mãe do protagonista Jax Teller, personagem de Charlie Hunnam. Jax é inteligente, é bandido e herói ao mesmo tempo, tem uma mente formidável. Gemma é viúva de John Teller e casada com Clay Morow, vilão interpretado por Ron Perlman, atual presidente do clube SAMCRO, Clay se considera intocável. Kurt também trabalhou como ator na série no papel do personagem Otto, porém não teve muitas aparições porque Otto estava preso (pois é). A história de Sons Of Anarchy se passa na cidadezinha de Charming, California, sobre um grupo de motoqueiros que são nada menos que traficantes de armas. O pai de Jax, John Teller foi um dos principais fundadores da SAMCRO, que inicialmente era para ser somente um grupo de amigos adoradores de motocicletas. Com o passar do tempo o clube se envolve com o tráfico de armas, e John, discordando tentou salvar seu grupo de um destino incerto. John morreu quando Jax era ainda criança. Quando adulto, Jax tentou seguir os passos do pai e salvar os Sons, porém eles já estavam envolvidos até o pescoço com o crime. Já nos primeiros episódios da primeira temporada Jax tem um filho com Wendy, personagem de Drea de Matteo, que é viciada em metanfetamina. Algo que me chocou de imediato foi a atitude de Gemma quando Wendy teve seu filho prematuro no hospital, mas isso não vou contar para vocês porque seria um spoiler e a surpresa é deliciosa. Apesar de ter um filho com Wendy, Jax ama a outra mulher com quem namorou durante toda a adolescência, que reaparece justamente neste momento de sua vida, a cirurgiã conhecidíssima, respeitadíssima, super requisitada Tara Knowles, interpretada por Maggie Siff. Tara e Jax voltam a se relacionar, apesar de todos os esforços de Gemma para que isso não aconteça, e acreditam que Wendy não voltará mais às suas vidas. Mas o mundo dá voltas e em Sons Of Anarchy gira em modo acelerado, desenfreado e intenso.

Maggie Siff, a mocinha, nem tão mocinha, Tara Knowles

Sons Of Anarchy tem 7 temporadas de tirar o fôlego, cada uma com 13 episódios, cheias de surpresas, intrigas, assassinatos, torturas, negociações, drama, suspense, para deixar qualquer um de queixo caído. O universo dos bandidos, seus desentendimentos, seus medos, seus erros, seus remorsos e fraquezas, tudo isso é retratado da forma mais humana possível. Repleta de reviravoltas, a trajetória de cada personagem é imprevisível e é incrível acompanhar as mudanças em cada um deles.

Kurt Sutter é um excelente diretor e com uma mente brilhantemente criativa, conseguiu tirar de cada ator o que há de melhor, e o elenco é talentosíssimo! Conta com Charlie Hunnam como Jax Teller, Katey Sagal como Gemma Teller Morrow, Ron Perlman como Clay Morrow, Maggie Siff como Tara Knowles, como Tig o ator Kim Coates, Tommy Flanagan como Chibs, Mark Boone Jr. como Bobby, Theo Rossi como Juice, Ruan hurst como Opie Winston, William Lucking como Piney Winston, Dayton Callie como Wayne Unser, Drea de Matteo como Wendy, entre outros astros.

A trilha sonora também é um deleite, principalmente, é claro, para os fãs de rock and roll e cada episódio termina com uma música diferente que maravilhosamente traduz os sentimentos dos personagens e situações. A preocupação em incorporar a trilha sonora aos elementos e enredo da série é grande e eficaz e você percebe o vasto estudo musical e conhecimento aplicados para que tudo saia perfeito. O tema de abertura é a música This Life, de Curtis Stigers & The Forest Rangers:



Calma! Aqui vai a música na íntegra!



Grandes nomes do rock and roll passam pela série, entre eles Metallica, com Turn The Page, o clássico Hey Hey My My de Neil Young, Gimme Shelter por Paul Brady & The Forest Rangers, tem Richard Thompson com a viciante Dad's Gonna Kill Me, muito The White Buffalo, inclusive com uma versão fantástica de House Of The Rising Sun, Knockin On Heavens Door por Antony And The Johnsons e muitos outros clássicos e grandes nomes do rock and roll.



Sons Of Anarchy foi indicado aos prêmios de Writers Guild of America Award de Melhor Escrita de Nova Mídia (2012), Prêmio Emmy do Primetime: Tema de Abertura (2009), Prêmio Emmy do Primetime: Melhor Música e Letra Originais (2015/2014). A série foi exibida entre 2008 e 2014, chegando a alcançar 5,4 milhões de telespectadores no canal FX somente nas duas primeiras temporadas. Agora, vai mais uma musiquinha pra dar mais vontade de assistir e algumas cenas corriqueiras no universo dos Sons, mas não se preocupe, não contém spoilers, somente um pouco de violência habitual. 



Agora só falta você começar a assistir logo hein!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares

Sabe aquele livro que te surpreende, não somente por ser melhor do que você esperava, mas surpreende pelo conteúdo, por contar uma história cheia de imaginação e que toma rumos dos quais você não esperava? O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares é um desses livros e as surpresas que ele traz são o que fazem dele uma leitura cativante. Escrito por Ransom Riggs, 37 anos, que além de escritor é formado na Escola de Cinema e TV da Universidade do Sul da Califórnia e também fez alguns curta-metragens premiados, conta a história do jovem Jacob e suas aventuras.



Jacob cresceu escutando as histórias de seu avô Portman sobre as crianças peculiares do orfanato onde morou durante a Segunda Guerra Mundial, em uma ilha isolada. Portman sempre mostrava fotografias bem incomuns a Jacob e falava sobre cada um de seus colegas e suas características extraordinárias: uma garota que flutuava, um garoto invisível, um garoto com a cabeça coberta por abelhas. Com o passar do tempo Jacob foi crescendo e passou a duvidar das histórias de seu avô. Ao completar seus 15 anos de idade encontrou Portman morto próximo à casa onde morava, com ferimentos estranhos dos quais foram dados como feitos por algum animal silvestre. Jacob fica traumatizado após o ocorrido, passa a fazer terapia, porém sem grandes avanços. Até que tem a ideia de viajar para a ilha e conhecer o orfanato, acreditando que assim possa colocar um ponto final ao seu tormento. Chegando à ilha, ele descobre que o orfanato está em ruínas, e que não há mais ninguém com quem possa conversar sobre seu avô. Surpreendentemente e assustadoramente ele também descobre que pode viajar no tempo.
Para muitos que pensam se tratar de uma história de terror, estão enganados! Apesar das imagens que, a um primeiro momento podem ser perturbadoras, (é impossível não folhear as páginas antes da leitura para ver as fotografias) a história é cheia de ternura, amizade, lealdade e muita coragem, unidos ao universo sombrio dos mortos. A construção da obra é genial. É impossível não gostar deste livro! Publicado pela editora Leya, são 332 páginas emocionantes!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Não Foi Suicídio - Juliana Rioderguz

Uma garota se joga de um prédio. Todos acreditam ter sido um suicídio. Exceto Belina. Então o que será que aconteceu?


A dica de hoje é um romance que vai ser lançado em 2017 pela editora Young e que eu tive o prazer de ler as primeiras páginas para contar a vocês hoje quais foram as minhas primeiras impressões. Não Foi Suicídio, escrito pela jovem Juliana Rioderguz, que com apenas 20 anos de idade já mostra talento para escrita, conta a história de Belina, moça jovem, solteira, que vive na cidade de Solitude, e leva uma vida sem grandes emoções. Então, começa uma onda de suicídios pela cidade. Quando a primeira jovem se jogou de um prédio Belina foi a única pessoa que viu algo diferente. Ela sabe que há algo estranho acontecendo.


A história é narrada em primeira pessoa, e descreve com riqueza de detalhes desde elementos de espaço até os pensamentos dos personagens e sentimentos de Belina. Descreve características que encontramos em pessoas comuns e que podemos nos identificar e identificar a outras pessoas, são personagens do nosso dia a dia. É uma narrativa clara e que nos leva a imaginar cada detalhe, cada cenário, e de fácil envolvimento.


O suspense vem na medida certa e ao início da leitura você já começa a imaginar o que aconteceu de verdade e o que acontecerá, desperta e alimenta a curiosidade! Sem dúvida vou esperar pelas primeiras publicações para adquirir o meu exemplar, já que eu PRECISO saber o que vai acontecer! Parabéns para a Juliana, e que chegue logo 2017 para podermos matar a vontade! Para comprar o livro é só clicar aqui: https://goo.gl/7QF9U7 


domingo, 18 de dezembro de 2016

Amores Inseguros

Muitas pessoas dizem não acreditar em relacionamento equilibrado, amor verdadeiro, fidelidade, lealdade. É verdade que muitos casais brigam, terminam o relacionamento, muita gente trai o parceiro, muita gente não se respeita. Mas isso é porque muita gente namora, fica, transa e não se ama. Não ama verdadeiramente o parceiro e acima de tudo não ama a si próprio. Não temos por objetivo o relacionamento perfeito, afinal uma das maiores certezas da vida é a de que nada é perfeito, mas cabe a nós tornarmos tudo melhor, simplesmente porque vivemos e não viemos ao mundo para complicarmos o que pode ser melhor. Todo mundo merece ser feliz. Os casais felizes existem, são reais, não são personagens de novelas, filmes e livros românticos, eles vivem e respiram, comem, trabalham, como você e eu. E eles também têm diferenças, eles também têm um passado, experiências ruins e histórias. Então por quê eles conseguem a proeza de manter uma vida a dois em equilíbrio?



Sabe aquilo que sempre falam sobre o melhor amor ser o amor próprio? Então, começa por aí. Primeiramente para estar com alguém você tem que se amar, saber do seu valor, saber das suas virtudes e saber do que você merece. É preciso ser bem resolvido com você mesmo, saber quais são os seus objetivos, quais são os seus limites, quais são os seus princípios. Como você pode dar o seu melhor e exigir o melhor de alguém se não se conhece ou não respeita a quem você é? A insegurança começa de dentro em absolutamente tudo na vida. Um exemplo disso é que mesmo com aulas de natação eu jamais consegui aprender a nadar até hoje, porque tenho medo, me sinto insegura na água. Parece um exemplo bobo, mas se você olhar para tudo o que é levado por inseguranças, verá que não sai do lugar. Agora vamos falar da insegurança dentro de nós: a que faz muito mais do que nos impedir de nadar em uma piscina com dois metros de profundidade. Possivelmente o que faz com que alguém se sinta inseguro em um relacionamento são motivos como medo de ser traído, medo de ser trocado, medo de não corresponder às expectativas, por não se achar bonito ou atraente o suficiente, por não se achar inteligente o suficiente, divertido o suficiente, por achar que não tem dinheiro o suficiente. Um pensamento desse é o suficiente para desequilibrar um relacionamento, e infelizmente nosso pensamento tem muita força sobre nós, quando a nossa mente se apega a algo, aquilo pode tomar uma proporção gigantesca e nossa vida passa a ser em função daquilo. A insegurança em um relacionamento faz você cobrar demais do seu parceiro, faz você se isolar, faz você desconfiar. Mas por mais que você cobre do seu parceiro, por mais que você desconfie, está na verdade cobrando de si mesmo. Eu conheço pessoas que se relacionam com alguém e mantém o hábito de darem presentes caros, viagens, dinheiro, e até carros, para pessoas que claramente não merecem um chocolate barato. Muitos se perguntam por qual motivo o Fulano age dessa forma quando vemos claramente que é por insegurança. Insegurança por achar que sem os presentes exagerados não vai ter mais aquela pessoa, e por acreditar que se não tiver aquela pessoa não vai encontrar alguém melhor. E de onde se inicia essa insegurança? De dentro de si mesmo. Não cubra o seu parceiro com presentes caros acreditando que isso vai compensar algo. Não se humilhe, não aceite migalhas, não se desmorone, não se esqueça do seu valor. Nada disso faz parte do relacionamento equilibrado. Qualquer pessoa que esteja com você tem que estar ao seu lado por quem você é, por você ter o melhor abraço, por você segurar as mãos com a maior confiança, por você ter o sorriso mais reconfortante, a voz mais calma e segura, por querer caminhar ao seu lado, por ver um futuro com você. E sim, todos nascemos para sermos amados, cabe a cada um de nós acreditar nisso e deixar que isso aconteça. Todos temos algo de melhor para doar, e receber é consequência. O amor que permanece é aquele que te conhece por inteiro e te ama com cada virtude e defeito, aquele que não mudaria nada, porque sabe que se mudar, não será você. É aquele que de você não quer nada, quer apenas você. E esse amor vem para nós quando estamos prontos para sermos amados. A vida pode ser boa para todos.

sábado, 17 de dezembro de 2016

A Flower In Your Head - John Gold

Você já ouviu falar em John Gold? Se ainda não conhece este artista é melhor não perder tempo porque as músicas dele são uma delícia, mais do que açaí! John nasceu em Los Angeles, Califórnia, é compositor e cantor e ainda pouco conhecido, mas com um talento gigante. O álbum que quero indicar hoje é A Flower In Your Head, lançado em junho de 2011 pela gravadora Vagrant Records.


Uma mistura de indie e alternative rock daquelas que nós amamos, John produz um som leve, canta com voz suave, mas a principal característica é a emoção que coloca em cada música, o que fez com que eu me apaixonasse pelo trabalho dele desde a primeira vez em que ouvi. Deste álbum, o destaque vai para as faixas Skyscraper, Baby It's Your Life, mais uma daquelas músicas que fazem você cantar o refrão o dia todo, The Loop, que tem sonoridade leve porém melodia intensa, alto astral e a baladinha Vampire's Kiss. Para ouvir com os amigos, para curtir na praia, com os fones de ouvido, com o namorado (ou namorada), para relaxar, para se apaixonar!




Você encontra as músicas do John Gold no spotify, ou pode escutar também neste link: https://som13.com.br/john-gold/albums/a-flower-in-your-head

Para conhecer mais do trabalho de John, é só clicar:
http://johngoldmusic.com/#

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Caixa de Pássaros

A dica de hoje é Caixa de Pássaros! É uma obra de terror surpreendente escrita pelo jovem autor Josh Malerman em 2014, publicado pela primeira vez em 2015. É importante ressaltar que foi o primeiro romance escrito por ele que já começou muito bem. Josh tem 41 anos, mora em Michigan, EUA, é cantor e compositor em uma banda de rock chamada High Strung e diz que sempre escreve ao som de trilhas sonoras de filmes de terror como Grito de Horror e Creepshow - parece que está dando certo!

Livro Caixa de Pássaros

O romance Caixa de Pássaros conta a história de Malorie, uma moça jovem que descobre estar grávida. Malorie mora com sua irmã Shannon quando algo inexplicável começa a acontecer. Elas veem nos noticiários que algumas pessoas começaram a enlouquecer e se matar repentinamente, supostamente após verem uma "coisa" que ninguém sabe dizer o que é. As mortes começaram a ocorrer no Alasca, longe do lugar calmo e escondido onde moram, o que de imediato não parece ser motivo para preocupações. Quando se dá conta, a "coisa" controla o que as pessoas podem ou não ver: existem cobertores nas janelas, ninguém pode olhar para fora, só podem sair com olhos vendados. E então Malorie se vê anos trancada em uma casa com duas crianças, na qual sua única alternativa é se aventurar por um rio para buscar ajuda, por um trajeto hostil, e o pior de tudo, com os olhos totalmente vendados. 
Josh trabalha o romance intercalando a história entre a parte em que  Malorie está a fugir pelo rio e na qual conta desde sua gravidez até os acontecimentos que a fizeram estar naquela situação. O fato de não poderem abrir os olhos é em alguns momentos agoniante, mas também te prende na leitura para entender como seria possível saírem vivos de uma situação arriscada como esta. É uma obra bem escrita, estruturada em 43 breves capítulos dispostos em 264 páginas, publicado pela editora Intrínseca. O romance é surpreendente por seus acontecimentos, quando você começa a ler não imagina o quanto ele é emocionante - e assustador! Vale a pena incluir na sua lista!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Torches - Foster The People

CUIDADO! Você corre sérios riscos de se viciar depois de conhecer Foster The People!

Sabe aquela banda que quando você descobre que gosta não sai da playlist, da sua cabeça, gruda mais que chiclete no asfalto quente? Essa banda é Foster The People! E a dica de hoje é o álbum Torches, lançado em 2011.



Você vai escutar um milhão de vezes, é impossível enjoar. Vai querer tocar em todas as suas festas, vai pedir para o Dj na balada, vai cantarolar enquanto executa as tarefas diárias, vai tocar no carro, vai cantar no chuveiro, vai amar do fundo do coração! (algumas vezes também sou meiga)... Foster The People é uma banda de indie rock de Los Angeles, California, formada em 2009 por Mark Foster, Mark Pontius e Cubbie Fink. A banda ficou conhecida pelo sucesso da faixa Pumped Up Kicks, música mais chiclete possível! Clica no play <3



A banda tem sonoridade leve, do jeito que todo mundo gosta ao mesmo tempo mantendo a fiel identidade rock/indie. Qualquer balada indie que tem que ter Foster The People! Além de Pumped Up Kicks, o álbum Torches tem sucessos como Don't Stop, Houdini, Call It What You Want e Helena Beat, e a baladinha Ruby. As músicas deste álgum tem a capacidade de acalmar ao mesmo tempo em que despertam aquela vontade de dançar, quando você percebe está batendo o pézinho ou fazendo aquela dancinha discreta com a cabeça. Parece contraditório, mas quando você conhece as músicas entende o que eu quero dizer. A música Houdini tem esse poder! E o vídeo então, super legal!



Gostou? É impossível dizer que não! Então deixa rolar também o vídeo de Call It What You Want! Mais um sucesso da banda e que fala por si só!
 


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Por Que os Homens Fazem Sexo E As Mulheres Fazem Amor?

Homens e mulheres são diferentes, sem dúvida! E essas diferenças vão muito além da aparência. Muitas vezes parece que não falamos a mesma língua. Homens não conseguem entender como as mulheres podem fazer dez coisas ao mesmo tempo (eu também não entendo, não sou multitarefas rs), porquê as mulheres falam tanto, como conseguem ser tão emocionais, porquê falam quase sempre por indiretas, como elas acham tão fácil o pote de margarina dentro da geladeira, para quê comprar tantos sapatos. As mulheres não entendem como eles não conseguem executar duas tarefas simples sem se atrapalhar, porquê eles não gostam de conversar, como conseguem ser sempre tão racionais, porquê são sempre tão diretos na hora de falar, o que parece muitas vezes grosseiro, como eles não encontram o pote de margarina ou a camisa que está na frente deles, e como podem usar um par de sapatos para irem a todos os lugares.


Escrito por Allan Pease, especialista em linguagem corporal e autor da obra A Linguagem do Corpo, e Barbara Pease, o livro trata com bom humor e linguagem simples sobre as diferenças inevitáveis entre homens e mulheres. Explica com clareza desde as diferenças do nosso comportamento até a nossa forma de pensar, da convivência ao sexo, passando pelas heranças genéticas que mesmo após milhares de anos continuam influenciando atitudes do nosso dia-a-dia. Recomendado para todos os públicos, homens e mulheres devem ler este livro ao menos uma vez na vida e com muita atenção! Fica muito mais fácil compreender muitas atitudes do sexo oposto após a leitura e consequentemente fica mais fácil conviver com essas diferenças. São 233 páginas de explicações com exemplos do nosso cotidiano, que você vai devorar em um ou dois dias! Super recomendo!

sábado, 3 de dezembro de 2016

Vamos Falar Sobre Aborto?

Eu me lembro de em algum momento da minha vida ter sido contra o aborto. Felizmente, eu sou como diria Raul, uma "metamorfose ambulante" e aprendi a ver os fatos de forma lógica e prática. Eu não quero ter filhos, e tomo os devidos cuidados para isso. Eu conheço mulheres que engravidaram tomando as devidas precauções. Eu tenho amigos que foram criados somente pelas suas mães e não conheceram os seus pais. Eu tenho amigos que foram adotados por outras famílias. E olha só, a realidade desses meus amigos é linda, porque se tornaram pessoas de bem e que eu admiro muito, mas longe do nosso convívio, existem milhares de crianças sem lar, sem conhecer pai e mãe, crianças que se tornam adultos sem ter a chance de serem adotados para saber como é almoçar aos domingos com a família reunida em volta da mesa contando as mesmas velhas histórias de sempre que fazem todos rirem. Felizmente eu já entrei em favelas, eu já vi mães de 5, 6 crianças que obviamente não tem o mínimo de condições para criar um filho, financeiramente e estruturalmente. A culpa é de quem? Fácil colocar a culpa na mãe, porque afinal de contas foi ela quem "abriu as pernas", não é mesmo? Mas olha só, pessoas erram e acima de tudo, nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. 


A descriminalização do aborto é questão de saúde pública? Com certeza, de acordo com a Organização Mundial da Saúde cerca de 20 milhões de abortos são feitos anualmente de forma clandestina, resultando na morte de 70 mil mulheres. Sim, mas vai além disso, e falando em saúde pública, sabemos também que a nossa saúde pública é falida, e sabe-se lá o que esperar de um aborto em um hospital público. Quem tem um plano de saúde ou poderá pagar por um aborto em clínica particular legalizada está de bem com a vida, para quem não pode o buraco é beeeem mais embaixo. Primeiramente, o aborto tem que ser uma questão de educação e conscientização. As mulheres, e inclusive aquelas que tem 5 ou 6 filhos precisam ter consciência dos riscos e consequências e acesso à informação, para evitarem a necessidade de tomar uma decisão drástica. Prevenir sempre é melhor do que remediar. Nenhuma mulher que já fez um aborto desejou fazê-lo. Ninguém fica feliz com isso, principalmente sabendo dos risco à saúde e à vida. Então para que as mulheres tenham o direito de decidirem o que fazer com seus corpos, é preciso estarem conscientes das consequências. O aborto é sim uma questão de direito. Direito de não trazer ao mundo uma criança para sofrer as consequências dos erros de outras pessoas. Direito de a mulher escolher o que fazer com o seu próprio corpo e com a própria vida. Se ela vai abortar uma ou dez vezes, o risco é inteiramente dela, mas antes de colocar a responsabilidade em cima de uma pessoa (porque quando falamos em aborto, somente a mulher é crucificada, como se ela tivesse transado sozinha e ficado grávida dos próprios fluídos corporais. Sociedade, por favor né...) temos que ter estrutura para isso, tem que haver assistência para evitar que um aborto seja necessário. A mulher precisa desse direito, mas precisa também ter a consciência de não precisar usá-lo. Até o terceiro mês de gestação o feto ainda não teve o córtex cerebral formado, que é a parte responsável por desenvolver sentimentos e consciência, portanto, não caracteriza crime contra a vida. E isso não é ser cruel, é ser racional. Enquanto essa forma conservadora de pensar não mudar, as mulheres continuarão morrendo e seus filhos continuarão sendo condenados por erros que não cometeram. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Wolfgang Amadeus - Phoenix

Você já ouviu falar na banda PhoenixPhoenix é uma banda francesa de indie rock, alternative rock, daquelas bandas com uma sonoridade gostosa que você se apaixona. Hoje a minha dica é o álbum de estúdio Wolfgand Amadeus, lançado em 2009, premiado em 2010 pelo Grammy na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa. Uma das características que torna este trabalho da banda diferenciado dos demais é o bom uso de sintetizadores, o que dá mais leveza às músicas. O álbum já começa viciando com a faixa Lisztomania, e conta com dez faixas. Merecem destaque as músicas Fences, que discretamente faz você se sentir dentro de uma discoteca sem perder a identidade da banda, Lasso que é uma daquelas músicas que você aprende a cantar de primeira, Rome, e Armistice, sendo esta última um pouco mais intensa do que as demais. Todas as faixas são apaixonantes, a banda toca em uma sonoridade leve, é música para curtir, para relaxar, para ouvir na praia, para dançar na balada, e o vocalista Thomas Mars tem um timbre de voz suave e certamente inconfundível. Ninguém escapa de cair de amores por Phoenix! Fique agora com o vídeo de Lisztomania para cair de amores também!


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O Carrasco Do Amor

Livro O Carrasco do Amor
Este é mais um livro para devorar! O Carrasco Do Amor - e Outras Histórias de Psicoterapia foi escrito por Irvin D. Yalom, um grande escritor e psiquiatra, nascido em 1931 em Washington, autor de "Quando Nietzsche Chorou", também um livro fantástico que ainda quero falar aqui no blog. O livro inicialmente chama a atenção pelo seu título forte, fala sobre alguns casos de pacientes que mexeram com a carreira de Yalom e com alguns pensamentos pessoais. Claramente os nomes dos pacientes foram alterados e as histórias só foram publicadas com suas autorizações. A obra nos conta a história de 10 pacientes e como a psicoterapia mudou suas vidas. A história do Carrasco do Amor fala de uma senhora aos seus 70 anos de idade obcecada por seu ex-terapeuta, muitos anos mais jovem, e de como eles tiveram um caso. A segunda história fala sobre os sentimentos e pensamentos obscuros de um homem com a vida marcada por um câncer terminal que é obcecado por sexo. Traz também o caso de uma mulher que sofre de obesidade e depressão e por isso se afasta das pessoas, não tem vida social e vive longe de sua família. Uma mulher com dupla personalidade, sendo uma personalidade depressiva, mórbida, e a outra vívida, atrevida, intensa. O autor descreve com simplicidade e perfeição os sentimentos dos pacientes, e os seus sentimentos com relação a eles, desvenda a realidade de que um psiquiatra não é um deus e sim uma pessoa como todas as outras e que pode falhar, que tem sentimentos, perspectivas e pensamentos como os nossos. O que é mais interessante ao final de cada caso narrado pelo autor é percebermos como a solução pode ser simples e principalmente, como o poder do pensamento é grandioso! Quando uma pessoa se apega a um pensamento e dá força a ele, isso é capaz de mudar e controlar toda a sua vida durante anos! Eu gosto de publicar no blog sobre os livros que mais gostei, não falo sobre todos que eu li, quero dar dicas das quais os leitores irão gostar, e este sem dúvida, é para todos os fãs de leitura, para todos os curiosos, para todos os leitores compulsivos, para todos os gostos, e mais um para minha lista dos favoritos!